Laterais do Brasil dão resposta em campo e transformam desconfiança em confiança na Copa do Mundo
HOMENOTICIAS - COPA DO MUNDO
Wellington Luiz
6/25/20263 min read


Laterais da Seleção Brasileira superam críticas e vivem grande fase na Copa do Mundo 2026
Antes questionados pela torcida, defensores ganham destaque com atuações seguras, participação ofensiva e ajudam o Brasil a crescer na reta decisiva do Mundial.
Durante os meses que antecederam a Copa do Mundo de 2026, um dos principais pontos de debate envolvendo a Seleção Brasileira era o desempenho de seus laterais. A falta de nomes considerados incontestáveis levantava dúvidas sobre o equilíbrio da equipe e aumentava a pressão sobre Carlo Ancelotti na definição dos titulares.
Passadas as três primeiras partidas do Mundial, o cenário mudou completamente. Com atuações consistentes, segurança defensiva e participação importante na construção das jogadas ofensivas, os laterais brasileiros deixaram as críticas para trás e passaram a ser peças fundamentais no crescimento da equipe dentro da competição.
O desempenho apresentado diante da Escócia reforçou essa evolução e mostrou que o Brasil encontrou soluções para um setor que era apontado como uma das maiores preocupações antes do início da Copa.
De alvo de críticas a ponto forte da equipe
Poucos setores da Seleção foram tão questionados antes da estreia quanto as laterais.
Enquanto outras posições contavam com jogadores consolidados internacionalmente, os defensores precisavam provar dentro de campo que poderiam corresponder em uma competição do tamanho da Copa do Mundo.
A resposta veio jogo após jogo.
Além da consistência defensiva, os laterais passaram a participar mais da saída de bola, oferecer amplitude ao ataque e criar alternativas para Vinícius Júnior, Rayan e os demais jogadores ofensivos.
Equilíbrio entre defesa e ataque
O principal mérito da dupla de laterais tem sido justamente encontrar o equilíbrio.
Sem abrir mão da marcação, ambos conseguem apoiar o ataque com frequência, oferecendo opções pelos corredores e contribuindo para aumentar o volume ofensivo da equipe.
Essa característica permite que o Brasil mantenha posse de bola por mais tempo e pressione os adversários sem ficar vulnerável aos contra-ataques.
A evolução coletiva também facilita o trabalho do meio-campo, que passa a contar com mais alternativas para a construção das jogadas.
Sistema de Ancelotti potencializa os laterais
Muito da evolução passa pelo trabalho desenvolvido por Carlo Ancelotti.
Conhecido por organizar equipes equilibradas, o treinador italiano ajustou o posicionamento dos laterais para que eles participassem do ataque sem comprometer a estrutura defensiva.
O resultado é uma equipe mais compacta, organizada e com maior controle das partidas.
Quando um dos laterais avança, o outro mantém posição mais recuada, reduzindo os espaços para os adversários explorarem.
Esse mecanismo tem funcionado durante toda a primeira fase da Copa.
Vinícius Júnior também é beneficiado
O crescimento dos laterais influencia diretamente o desempenho de Vinícius Júnior.
Com maior apoio pelos lados do campo, o camisa 7 encontra mais espaço para atacar a defesa adversária, já que os marcadores precisam dividir a atenção entre o ponta e as ultrapassagens dos defensores.
A movimentação cria superioridade numérica pelos corredores e aumenta as opções ofensivas do Brasil.
Não por acaso, Vinícius vive seu melhor momento com a camisa da Seleção e se consolidou como um dos grandes destaques da competição.
Confiança cresce para o mata-mata
Depois de um início cercado por desconfiança, os laterais chegam à fase eliminatória vivendo o melhor momento desde o início do ciclo da Copa.
As atuações consistentes deram tranquilidade ao sistema defensivo e aumentaram a confiança do grupo para os desafios que virão.
Em uma competição de alto nível, onde pequenos detalhes costumam decidir partidas, contar com jogadores seguros pelos lados do campo pode fazer toda a diferença.
Brasil ganha força na busca pelo hexacampeonato
A evolução dos laterais simboliza o crescimento coletivo da Seleção Brasileira.
Se antes o setor era visto como uma possível fragilidade, agora passa a ser um dos pontos positivos da equipe comandada por Carlo Ancelotti.
Com uma defesa sólida, um meio-campo organizado e um ataque liderado por Vinícius Júnior — além do retorno gradual de Neymar — o Brasil encerra a fase de grupos transmitindo confiança ao torcedor.
O desafio agora será manter o mesmo nível de atuação no mata-mata, onde qualquer erro pode ser decisivo.
