Felipão relembra mágoas do passado, fala sobre Galvão e aponta caminho para o hexa

HOMENOTICIAS - COPA DO MUNDOSELEÇÃO BRASILEIRA

Willian Sodré

5/22/20261 min read

Luiz Felipe Scolari abriu o jogo em entrevista ao “Abre Aspas” e revisitou momentos marcantes da carreira, incluindo a relação turbulenta com Galvão Bueno, os traumas da Copa de 2014 e sua visão sobre o futuro da Seleção Brasileira. Em tom mais leve e reflexivo, o técnico campeão mundial em 2002 admitiu que hoje encara muitas situações de forma diferente do passado.

Durante a conversa, Felipão revelou que antigas mágoas envolvendo Galvão Bueno ficaram para trás. O treinador afirmou que o tempo ajudou a diminuir os conflitos e indicou que não vê mais sentido em alimentar desgastes antigos.

Conhecido historicamente pelo perfil explosivo à beira do campo, o treinador também brincou ao falar sobre o próprio temperamento. Segundo ele, em muitos momentos da carreira acabava “chutando o balde” diante da pressão e das críticas, algo que hoje tenta controlar melhor.

Felipão ainda comentou sobre o fracasso da Seleção Brasileira na Copa de 2014, especialmente o traumático 7 a 1 diante da Alemanha. O treinador reconheceu que não conseguiu blindar emocionalmente o grupo naquele período e classificou o ambiente vivido naquela Copa como extremamente complicado.

Ao analisar o atual cenário da Seleção, o técnico pentacampeão apontou o que considera essencial para o Brasil voltar a conquistar uma Copa do Mundo. Para ele, além da qualidade técnica, o grupo precisa recuperar competitividade, comprometimento coletivo e equilíbrio emocional nos momentos decisivos.

Felipão também demonstrou preocupação com mudanças no comportamento das novas gerações de jogadores. Segundo o treinador, muitos atletas perderam a identificação com os clubes e vivem o futebol de maneira diferente das gerações anteriores.

Mesmo aos 77 anos e em reta final de carreira, Scolari mostrou seguir apaixonado pelo futebol e disposto a contribuir com o esporte. Em clima descontraído, relembrou bastidores, histórias curiosas e deixou claro que o passado, apesar das marcas, já não pesa da mesma maneira