Denúncia de racismo paralisa jogo do Juventude, e torcedor é levado pela polícia
HOMENOTICIAS - BRASILEIRO SÉRIE B
Guilherme Ferreira
5/24/20262 min read
Caso aconteceu durante derrota para o Sport
O atacante MP, do Juventude, denunciou ter sofrido ofensas racistas durante a partida contra o Sport, realizada na noite deste sábado, no estádio Alfredo Jaconi. O episódio aconteceu no segundo tempo da derrota da equipe gaúcha e mobilizou arbitragem, segurança e autoridades policiais.
Após a denúncia feita pelo jogador, o árbitro Lucas Paulo Torezin acionou o protocolo antirracismo previsto pela CBF.
MP relatou ofensas ao deixar o campo
O caso ocorreu aos 20 minutos da etapa final, logo depois de MP ser substituído pelo técnico Maurício Barbieri.
Enquanto caminhava próximo à lateral do gramado, o atacante afirmou ter sido alvo de injúria racial vinda de um torcedor presente na arquibancada do estádio.
Imediatamente, o jogador comunicou a situação ao árbitro, que interrompeu momentaneamente a partida e realizou o gesto oficial do protocolo antirracismo.
Jogador deixou o banco e foi ao vestiário
Após a denúncia, MP deixou o banco de reservas e seguiu em direção ao vestiário do Juventude. Pouco depois, o confronto foi reiniciado normalmente pela arbitragem.
O episódio gerou forte repercussão dentro do estádio e provocou mobilização da equipe de segurança privada do Alfredo Jaconi.
Torcedor foi identificado e levado à delegacia
Segundo informações divulgadas após a partida, o torcedor acusado foi identificado pelas autoridades e detido ainda no estádio.
Ele foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento e dar sequência aos procedimentos legais.
MP também compareceu ao local acompanhado da advogada do Juventude para registrar oficialmente a denúncia e colaborar com a investigação.
Caso será investigado pelas autoridades
O episódio agora será apurado pelas autoridades responsáveis, que irão analisar depoimentos, imagens e demais provas relacionadas ao caso.
Nos últimos anos, o futebol brasileiro tem adotado protocolos mais rígidos para combater episódios de racismo dentro dos estádios, incluindo paralisações de partidas e identificação imediata de envolvidos.
O caso envolvendo MP aumenta novamente o debate sobre segurança, punições e combate ao racismo no futebol brasileiro.


